quinta-feira, outubro 26, 2006
O Deve e O Haver
" Portugal vale a pena
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende para mais de meia centena de mercados.
E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive - Portugal.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software, Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos
e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na
saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez, puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados,porque não hão-de os bons serem também seguidos? "
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso In Revista Exportar
2.º texto:
Isto é apenas uma gota no OCEANO chamado Portugal!
Tudo o que vai aparecer neste texto não é ficção! Acontece em Portugal. País com regime democrático à beira mar plantado. Vamos lá...
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Demorou até um pouco para ver se não dava nas vistas. Mas a Festa continua .......Segundo a revista Focus (pág.25 ), a EDP conta com um novo assessor jurídico. Foi nomeado pelo ex-ministro António Mexia (actual presidente executivo da EDP) e vai ganhar cerca de EUR 10.000/mês.Quem é ele?Perguntam vocês... Pensem um pouco... Mais um bocadinho...Não era fácil...:
- Pedro Santana Lopes (MAIS UM JOB)
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A opinião pública é fabricada por quem? Penso que todos somos influenciados pela COMUNICAÇÃO SOCIAL.
ESTÃO TODOS CALADINHOS, PORQUÊ ????????????????Subsistema de Saúde dos Jornalistas.Por que será que andam caladinhos? Objectividade da análise jornalística? Porque é preciso ter os jornalistas na mão....O subsistema de saúde "dos fazedores de opinião" é INTOCÁVEL!!!A Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas é dirigida por uma comissão administrativa cuja presidente é a mãe do ministro António Costa e do Director-Adjunto da Informação da SIC, Ricardo Costa (Maria Antónia Palla Assis Santos - como não tem o "Costa", passa despercebida...).O Ministro José António Vieira da Silva declarou, em Maio último, que esta Caixa manteria o mesmo estatuto!Isso inclui regalias e compensações muito superiores às vigentes na função pública (ADSE), SNS e os outros subsistemas de saúde.É só consultar a tabela de reembolsos anexa.... Mas este escândalo não será divulgado pela comunicação social, porque é parte interessada (interessadíssima!!!) pelo há que o divulgar ao máximo por esta via!!!
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Era a manchete do Expresso e custa acreditar. A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de parasitas e toca de incompetentes. Veja-se:Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais.Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário(?) 8.000euros/mês.A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída),pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo(?) era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
Outros exemplos avulsos: Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000 euros por mês; A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês... Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500. Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para
20.000 euros mensais.A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos que ocupam, à vez, a cadeira do poder. É claro que esta atitude, emula do clássico "é fartar, vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo. Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo. Assim, este dream team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...Antes sustentar as gasolineiras espanholas que estão no mercado do que estes vampiros!!!
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Assunto:PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA ( Dados de 2004)
(Fonte EUROSTAT, publicado no Correio da Manhã)
Suécia .. 33,3%
Dinamarca ..30,4%
Bélgica .. 28,8%
Reino Unido ..27,4%
Finlândia ..26,4%
Holanda .. 25,9%
França .. 24,6%
Alemanha .. 24%
Hungria .. 22%
Eslováquia ..21,4%
Áustria .. 20,9%
Grécia .. 20,6%
Irlanda .. 20,6%
Polónia .. 19,8%
Itália .. 19,2%
República Checa ..19,2%
PORTUGAL .. 17,9%
Espanha .. 17,2%
Luxemburgo .. 16%
Não há pois funcionários públicos a mais. Há sim uma distribuição não correcta, o que faz com que haja sectores em falta e outros em excesso.
Por exemplo, a reforma administrativa que, sem dúvidas, urge fazer-se, deverá começar por mudar a realidade dos dados que nos indicam que cada ministro deste e de outros governos tem, para seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas (entre secretários e subsecretários de estado, chefes de gabinete, funcionários do gabinete, assessores, secretárias e motoristas) e 56 viaturas, apenas CINCO vezes mais que no resto da Europa.
Há políticos e governantes que querem a diminuição cega dos quadros apenas para que as empresas privadas de seus amigos e padrinhos possam ser contratadas para fazer serviços públicos ("Outsourcing") e possam facturar muito.
Finalmente, o contraste entre o destaque dado pela comunicação social controlada e até corrupta.
Se serviu para alguma coisa, o «programa dos Prós» da RTP de 22 de Maio, foi que, quando as comadres se zangam, sabem-se as verdades. E a verdade que saiu do programa da RTP foi que temos uma comunicação social corrupta e ao serviço de quem tem muito dinheiro.
Nestes dias, a ideia que mais uma vez a comunicação social vendeu à opinião pública, foi a da necessidade de 200 mil despedimentos na função pública.
Resulta que somos o 3º país da U.E. com menor percentagem de funcionários públicos na população activa.
A realidade sustentada por alguns governantes e ex-governantes, nada mostra quanto aos factos que estarão na base de tais afirmações, tão pouco se naqueles 200 mil, estarão os milhares de "boys" nomeados pelo mesmo sistema que os esses mesmos governantes construiram nos últimos 20 e alguns anos.
Assim se informa e se faz política em Portugal.
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Em Setembro de 2002 foi publicada na II Série do Diário da República a aposentação do Exmº. Senhor Juiz Desembargador Dr. José Manuel Branquinho de Oliveira Lobo, a quem foi atribuído o número de pensionista 438.881.
De facto, no dia 1 de Abril de 2002 o Dr. Branquinho Lobo havia sido sujeito a uma “Junta Médica” que, por força de uma doença do foro psiquiátrico, considerou a sua incapacidade para estar ao serviço do Estado, o que foi determinante para a sua passagem à aposentação.
De acordo com o disposto na alínea a) do nº.2 do artigo 37º do decreto-lei nº.498/72 de 9 de Dezembro, em caso de aposentação motivada por incapacidade ou doença, constitui regalia dos magistrados judiciais auferirem a sua pensão de aposentação por inteiro, como se tivessem todo o tempo de serviço para tal necessário.
Por esse motivo , o Dr. Branquinho Lobo passou a auferir uma pensão de aposentação no montante de € 5.320,00.
Contudo, por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes nomeou o Dr. Branquinho Lobo como Director Nacional da Polícia de Segurança Pública.
Desde então, o Dr. Branquinho Lobo acumula a sua pensão de aposentação por incapacidade com o vencimento de Director Nacional da P.S.P.
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Depois de apresentar este texto só posso dizer que tenho vergonha de ser português em Portugal. Gostava de viver numa verdadeira Democracia!
- Todos com o mesmo sistema de saúde;
- Todos a pagarem impostos;
- Todos a terem reformas merecidas e justas;
- Todos com o mesmo sistema de Justiça e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres;
- Etc...
Peço a quem ler esta mensagem que divulgue e que se tiver conhecimento de mais casos que me envie para eu compilar tudo para mostrar a todos o país onde vivemos.
tiago.lab@gmail.com
Um abraço de um simples professor.
terça-feira, outubro 10, 2006
Manifesto Pró Pacheco Pereira
sexta-feira, junho 09, 2006
VAMOS TODOS APOIAR A SELECÇÃO
segunda-feira, abril 03, 2006
Uma hipótese curiosa para a questão da gripe das aves
terça-feira, fevereiro 21, 2006
A importância da resposta "não sei".
Estás a olhar pela janela, não há nada de especial no céu, somente algumas nuvens aqui e ali... aí chega alguém que também não tem nada para fazer e pergunta: - Será que vai chover hoje?
Se responderes "com certeza..." - a tua área é Vendas: - o pessoal de Vendas é o único que tem sempre a certeza de tudo.
Se a resposta for "sei lá, estou a pensar noutra coisa..." - então a tua área é Marketing: - o pessoal de Marketing está sempre a pensar naquilo em que os outros não estão a pensar.
Se responderes "sim, há uma boa probabilidade..." - És da área de Engenharia: - o pessoal da Engenharia está sempre disposto a transformar o universo em números.
Se a resposta for "depende..." - nasceste para Recursos Humanos: - uma área em que qualquer facto estará sempre na dependência de outros factores.
Se responderes "ah, a meteorologia diz que não..." - Então és da área de Contabilidade: o pessoal da Contabilidade confia mais nos dados no que nos próprios olhos.
Se a resposta for "sei lá, mas por via das dúvidas eu trouxe um guarda-chuva": - então o teu lugar é na área Financeira que deve estar sempre bem preparada para qualquer mudança de tempo.
Agora, se responderes "não sei"... há uma boa chance de teres uma carreira de sucesso e chegares a director da empresa.
De cada 100 pessoas, só uma tem a coragem de responder "não sei" quando não sabe. Os outros 99 acham sempre que precisam de ter uma resposta pronta, seja ela qual for, para qualquer situação. Não sei é sempre uma resposta que economiza o tempo de toda a gente e predispõe os envolvidos a conseguir dados mais concretos antes de uma tomada de decisão.
Parece simples, mas responder "não sei" é uma das coisas mais difíceis de se aprender na vida corporativa. Por quê? Eu, sinceramente, "não sei".
MAX GEHRINGER
sexta-feira, novembro 18, 2005
Portugal: Nove séculos, dez bandeiras
Texto de Isabel Oliveira, com Manuel Rufino Teixeira
Num momento em que se discute o regresso dos símbolos nacionais às escolas primárias, na convicção de que de pequenino se aprende a ser português e a valorizar o que é nosso, é importante ter em conta que a Bandeira Nacional constitui, antes de mais, uma «assinatura» ou «divisa» de um Estado. Deste modo, estudar a evolução da nossa bandeira implica um profundo conhecimento da História deste cantinho à beira-mar plantado.

1185-1248: Sancho I a D. Afonso III
Sucede-lhe no trono o seu filho D. Sancho I, que promove as «quinas» - escudetes em azul carregados de besantes a branco - que se dizem representar as cinco chagas de Cristo crucificado, enquanto que os 25 besantes, acrescidos dos cinco do escudete final, representariam as 30 moedas da traição de Judas.
Saliente-se, no entanto, que os besantes não eram inicialmente cinco em cada escudo, aparecendo mais frequentemente 11. Para muitos historiadores, este brasão nunca chegou a tomar a forma de bandeira. A segunda insígnia perdurou até 1248, sendo adoptada por D. Afonso II (Rei entre 1211 e 1223) e D. Sancho II (1223-1248). Estava-se perante um compromisso entre a força das armas (escudos ou escudetes) e a simbologia da cruz.

1248-1385: D. Afonso III a D. João I
Não sendo o primogénito de seu pai, D. Afonso III (1248-1279), «o Bolonhês» - cognome atribuído por ter casado com D. Matilde, condessa de Bolonha - não deveria usar as armas paternas sem «diferença», de acordo com as práticas da heráldica da época. A sua união posterior com D. Beatriz de Castela ditaria a introdução de uma borda vermelha castelada a ouro.
O facto de ter sido Afonso III quem conquistou definitiva e completamente o Algarve levou à convicção de que os castelos representavam o território. Trata-se, no entanto, de uma ideia errada, já que nesta altura o número de castelos ainda era variável, tal como o número de besantes nos escudetes.

1481-1495: D. João I
O estandarte vermelho e branco permaneceu intocável com D. Dinis (1261-1325), D. Afonso IV (1325-1357), D. Pedro I (1357-1367) e D. Fernando (1367-1383).
A Dinastia de Avis, iniciada com D. João I em 1385, traz consigo uma modificação de fundo na bandeira, ao incluir na bordadura vermelha as quatro pontas da cruz florida desta Ordem. Na realidade, estas eram já as suas armas como mestre de Avis. O número de besantes é reduzido, embora ainda não esteja fixado nos actuais cinco.
D. Duarte (1433-1438) mantém a simbologia e o mesmo acontece com D. Afonso V (1438-1481).
No reinado de D. João II, entre 1481 e 1495, dá-se uma espécie de regresso à última bandeira da dinastia afonsina, embora só com sete castelos. Os escudetes azuis continuam a formar uma cruz, mas são endireitados, ficando todos a apontar para baixo, e a cruz de Avis é retirada. Nesta que é a última bandeira armorial usada como pavilhão «nacional», os castelos aparecem frequentemente em número de sete.
Caberia a D. Manuel I (1495-1521) uma transformação significativa ao símbolo nacional: numa altura em que se começam a usar as bandeiras rectangulares com um brasão no centro em vez das bandeiras armoriais quadradas, o fundo mantém-se branco, mas existe apenas um escudo peninsular (no interior os cinco escudetes azuis, na forma original, debruados a vermelho com os sete castelos a ouro) encimado por uma coroa real, aberta.

1495-1557: D. Manuel I a D. João III
Não é por acaso que a coroa aparece pela primeira vez com D. Manuel I, na altura em que Portugal conhece o apogeu da expansão marítima: à expansão africana juntar-se-ia a chegada de Vasco da Gama à Índia e a descoberta, por Pedro Álvares Cabral, do Brasil. Ao intitular-se Rei de Portugal e dos Algarves «de aquém e de além mar, senhor da navegação e da conquista da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia», ficou a ser o símbolo de ouro da História de Portugal. D. João III (1521-1557) segue-lhe as pisadas.Em 1557, no reinado de D. Sebastião, impõem-se duas alterações: a coroa passou a ser fechada, a exemplo de outros monarcas europeus, e o número de besantes em cada escudete é fixado em cinco, como foi fixado o número de castelos na bordadura (sete).

1557-1816: D. Sebastião a D. João VI
É esta a bandeira que prevalece com o cardeal D. Henrique (1578-1580), com D. António, prior do Crato (Junho-Agosto de 1580 no Continente, 1580-1583 em algumas ilhas dos Açores, nomeadamente a Terceira), com a dinastia filipina e boa parte da dinastia de Bragança. D. João IV (1640-1656) limitou-se a mudar o formato do escudo (ponta redonda), cabendo a D. Pedro II (1683- 1706) a adaptação do brasão às mais recentes modas, passando a coroa a ter cinco hastes em vez de apenas três.
Com D. João V, a coroa «virou» forrada de um barrete vermelho e o escudo terminava em bico contracurvado, no formato dito francês. Só no reinado de D. João VI (1816-1826), quando as invasões napoleónicas forçam a Corte a fugir para o Brasil, se inaugura uma nova bandeira: a chamada brasileira.
1816-1826: D. João VI a D. Pedro IV
A esfera armilar, um antigo emblema pessoal de D. Manuel e já usado na bandeira das naus da carreira do Brasil, foi apropriadamente acrescentada por este à bandeira real, para simbolizar o Reino de Portugal e Brasil, sendo a coroa colocada em cima da esfera. O escudo volta a ter a ponta redonda, no formato português.A última bandeira da monarquia, que é talvez a mais conhecida entre nós, surge em 1828, durante a regência de D. Pedro IV, que herdou a coroa portuguesa por morte do irmão primogénito e foi Rei durante alguns meses do ano de 1834. Metade azul (lado esquerdo), metade branca, o escudo está colocado rigorosamente no meio, já liberto da esfera armilar, mas idêntico ao anterior. É também designada como a bandeira constitucional e representaria o nosso país até 1910, quando foi proclamada a República.
A última bandeira da monarquia, que é talvez a mais conhecida entre nós, surge em 1828, durante a regência de D. Pedro IV, que herdou a coroa portuguesa por morte do irmão primogénito e foi Rei durante alguns meses do ano de 1834. Metade azul (lado esquerdo), metade branca, o escudo está colocado rigorosamente no meio, já liberto da esfera armilar, mas idêntico ao anterior. É também designada como a bandeira constitucional e representaria o nosso país até 1910, quando foi proclamada a República.

1826-1910: D. Pedro IV a D. Manuel II
Ainda hoje, nas manifestações de monárquicos, surgem misturadas as bandeiras tradicionais (brancas) e as do Liberalismo (azuis e brancas) em pacífico convívio.
Com a implantação da República, as cores de uma nova bandeira são aprovadas pelo Governo em 29 de Novembro de 1910 e ratificadas na Assembleia, em 19 de Julho de 1911: verde e vermelho, ocupando a área verde os 2/5 da área total da bandeira e a vermelha os 3/5 restantes. Ao centro, o brasão da República, constituído por um escudo (de novo em formato português) sobreposto a uma esfera armilar, cujo diâmetro é igual a metade da altura da bandeira. As cores representam um corte radical em relação às bandeiras da monarquia, mas note-se que o brasão se manteve praticamente sem alterações desde 1481.

terça-feira, novembro 15, 2005
A indústria do petróleo e suas consequências
Hoje, os climatologistas do Snow and Ice Data Centre vão publicar os resultados da última observação por satélite do gelo do oceano Árctico [1]. Parece que a cobertura deste mês será a mais baixa alguma vez registada. O Árctico, avisam, poderia já ter atingido o ponto de ruptura: o momento para lá do qual o aquecimento se torna irreversível [2]. Conforme o gelo desaparece, a superfície do mar torna-se mais escura, absorvendo mais calor. Menos gelo se forma, por isso mais escuro o mar se torna, e assim progressivamente.No mês passado, a New Cientist noticiou que algo similar está a acontecer na Sibéria. Pela primeira vez, há registo de que o permafrost [camadas permanentemente geladas]ocidental da Sibéria está a derreter [3]. À medida que isso acontece, liberta o metano armazenado na turfa. O metano tem um impacto vinte vezes superior ao dióxido de carbono no aquecimento da atmosfera. Quanto mais gás a turfa libertar, mais quente o mundo se tornará, e mais o permafrost derreterá.Há duas semanas atrás, cientistas da Universidade de Cranfield descobriram que os solos na Grã-Bretanha têm estado a libertar o carbono que contêm: conforme a temperatura sobe, a decomposição da matéria orgânica acelera, o que causa mais aquecimento, o que causa mais decomposição. O solo deste país já libertou dióxido de carbono suficiente para neutralizar os cortes de emissões que realizamos desde 1990 [4].Estes são exemplos de feedback positivo: efeitos de auto-reforço que, uma vez despoletados, são difíceis de travar. Estão a fazer-se sentir muito antes do que era suposto. O painel intergovernamental sobre mudança climática, que prevê até onde a temperatura mundial é provável subir, ainda não teve tempo de incluí-los nos seus cálculos. A corrente previsão – de 1,4 para 5,8 graus neste século – é quase certamente muito baixa.Há uma semana, eu diria que se é tarde demais, então um factor sobre todos os outros é responsável: o peso esmagador dos grandes negócios na política económica. Proibindo os governos de intervir efectivamente no mercado, as corporações obrigam-nos a não fazer nada a não ser esperar e olhar enquanto o planeta coze. Mas na quarta‑feira descobri que isso não é assim tão simples. Numa conferência organizada pelo Building Research Establishment, testemunhei uma coisa extraordinária: as companhias a solicitar regulação mais dura, e o governo a recusar conceder [5].Os gestores ambientais da BT e da Jonh Lewis (que detém a Waitrose) queixaram-se de que sem padrões elevados a que toda a gente tenha que se conformar, as suas companhias põem‑se a elas próprias em desvantagem se tentarem ser ecológicas. «Tudo isso conta», disse o homem de Jonh Lewis, «são custos, custos e mais custos». Se ele comprar iluminação amiga do ambiente e os seus competidores não, ele perde. Como resultado, disse, «eu dei as boas vindas à Energy Performance of Buildings Directive [Directiva de Desempenho de Energia dos Edifícios] da UE, pois vai forçar os retalhistas a tomar esses assuntos a sério» [6]. Sim, eu ouvi o grito do unicórnio: um executivo corporativo a dar as boas vindas a uma directiva europeia.E do governo? Nada. Elliot Morley, o ministro para a mudança climática propôs-se fazer tão pouco quanto lhe fosse permitisse. Os responsáveis do Departamento de Comércio e Indústria, em resposta a um gemido colectivo dos homens de fato, insistiram que as medidas que algumas companhias queriam seriam «uma indevida intervenção no mercado».Foi extremamente frustrante. Os homens de fato tinham vindo para revelar tecnologias do tipo que realmente poderia salvar o planeta. Os arquitectos do Atelier Ten tinham desenhado um sistema de refrigeração inspirado nas galerias escavadas pelas térmites. Instalando um labirinto de betão nas fundações, eles poderiam manter mesmo um grande edifício num sítio quente – como o centro de artes que tinham construído em Melbourne – a uma temperatura constante sem ar condicionado [7]. A única energia de que precisavam era para comandar os ventiladores que puxam o ar frio para cima, usando 10% da electricidade requerida para sistemas de ventilação normais.O homem de uma companhia chamada PB Power explicou como os 400 megawatts de resíduos quentes despejados para o Tamisa pela central eléctrica a gás em Barking poderiam ser aproveitados para aquecer as casas circundantes. Uma firma chamada XCO2 projectou uma turbina de vento praticamente silenciosa, que se dependura, como uma corda de roupa, de um eixo vertical. Pode ser instalada no meio de uma cidade sem perturbar ninguém.Só estas três tecnologias poderiam reduzir as emissões de carbono em milhões de toneladas sem causar qualquer declínio da nossa qualidade de vida. Como milhares de outras, elas estão prontas para arrancar imediatamente e quase universalmente. Mas o seu uso não será alargado enquanto os governo não agirem: continua a ser mais barato para as companhias instalar as velhas tecnologias. E o governo não agirá porque isso seria «uma indevida intervenção no mercado».Essa não foi, descobri agora, a primeira vez que as corporações solicitaram regulação. Em Janeiro, o presidente da Shell, Lord Oxburgh, insistiu que «os governos em países desenvolvidos precisam de introduzir taxas, regulações ou planos... para aumentar os custos da emissão de dióxido carbono» [9]. Ele listou as tecnologias requeridas para substituir os combustíveis fósseis, e observou que «nada disso irá acontecer se o mercado ficar entregue a si próprio». Em Agosto as cabeças da United Utilities, British Gas, Scottish Power e da National Grid juntaram-se aos Amigos da Terra e Greenpeace no apelo por «regulação mais dura para o ambiente urbano» [10].Chega da demanda perpétua dos thinkthanks para «tirar o governo das costas dos negócios». Qualquer firma que queira desenvolver novas tecnologias quer novas regras mais duras. É a regulação que cria o mercado.Então porque é que o governo não age? Porque compactua com as companhias sujas contra as limpas. A desregulação tornou-se o teste da sua virilidade: o sinal de que deixou para trás os maus velhos tempos do planeamento económico. Sir David Arculus, o homem nomeado por Blair para dirigir a Better Regulation Task Force [Equipa de Trabalho para Melhor Regulação] do governo, é também vice‑presidente da Confederação da Indústria Britânica, a voz mais insistente na necessidade de pôr o mercado à frente da sociedade. É difícil de imaginar um conflito de interesses mais óbvio.Não acredito que seja tarde demais para minimizar a mudança climática. Muita da evidência sugere que poderíamos ainda impedir o ecossistema de derreter, mas só reduzindo as emissões de gases de efeito estufa em 80% até 2030. Estou a trabalhar num livro que mostra como isso pode ser feito, tecnicamente e politicamente. Mas tornou-se agora claro para mim que o obstáculo não é o mercado mas o governo, acenando um tratado com orelhas de cão que prova algum ponto num debate que o resto do mundo esqueceu.________
terça-feira, novembro 08, 2005
quarta-feira, novembro 02, 2005
Galp como asilo de protegidos com ordenados chorudos
A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de parasitas e toca de
incompetentes. Veja-se:
Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes... O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais. Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado. Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário, 8.000 euros/mês. A contratação de um administrador espanhol passou por lhe ser oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída). Pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.
Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP.
Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida
igual a 70 meses de ordenado.
Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração um cargo não executivo, era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas presenças.
Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
Outros exemplos avulsos: um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000 euros por mês; a especialista em Finanças que foi para Marketing por 9.800 euros/mês...
Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500.
Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para 20.000 euros mensais. A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos que ocupam, à vez, a cadeira do poder. É claro que esta atitude, émula do clássico "é fartar, vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo.
Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo. Assim, este dream team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...
Subsistema de saúde dos Jornalistas
terça-feira, outubro 18, 2005
REFORMAS À SÓCRATES
Salário:
Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses. A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros – a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril, e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro. Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.
terça-feira, setembro 27, 2005
Cavacologia
Os comentadores multiplicam discursos sobre as intenções, estratégias e pensamentos de Cavaco. A Cavacologia é uma das mais interessantes ciências esotéricas do momento. Assenta as suas bases científicas no facto de a principal fonte do saber, o Prof. Cavaco Silva, nada dizer sobre aquilo que interessa. Desta forma, toda a especulação é autorizada. Os comentadores multiplicam discursos sobre as intenções, estratégias e pensamentos de Cavaco. Cada um faz o que pode e eu não quero ser excepção. Tomemos pois a Cavacologia a sério, analisando o seu problema central nas várias vertentes que o compõem:a) Cavaco é de direita ou de esquerda? Tendo sido responsável por um importante processo de liberalização da economia portuguesa, Cavaco não é um liberal clássico ou de direita. Ele foi também responsável – e devia orgulhar-se disso –pelo reforço do débil Estado social português. Em termos culturais, será certamente mais conservador do que liberal, mas não se lhe conhecem posições excessivamente ideológicas ou fundamentalistas. No pensamento e na acção, Cavaco não pertence às direitas típicas, nem à liberal, nem à conservadora. Mas, como terá de representar as direitas num espectro político que se divide sempre a meio, corre o risco de ficar prisioneiro das suas estratégias. Isso coloca a questão da sua relação com os partidos que o apoiam.b) Cavaco é dependente ou independente dos partidos? Embora tenha sido homem de partido, Cavaco soube enfrentar no passado – até que se cansou – os seus inimigos internos. Recentemente, demarcou-se do grotesco PSD de Santana Lopes. Combateu-o em público e em privado. Portanto, não parece que Cavaco se coloque facilmente na dependência dos partidos que o apoiam, sendo até mais provável que, devido ao peso simbólico do múnus presidencial, venham a ser os partidos da direita a tornar-se reféns de Cavaco. Isto coloca o problema de saber o que fará ele a partir de Belém.c) Como interpreta Cavaco os poderes presidenciais? Será que pretende, como Soares, “marcar” o governo e criticar constantemente a acção governativa em público? Enquanto primeiro-ministro, Cavaco sempre se queixou desse tipo de actuação por parte de Soares enquanto presidente. Não é de crer que venha agora a ter uma actuação semelhante à que sempre criticou. Fora de circunstâncias excepcionais, como a do desastroso governo Santana Lopes, Cavaco será mais discreto, tal como Sampaio. Mas terá a vantagem de vir da área da oposição ao governo e, como tal, de favorecer os acordos de regime necessários para que algumas políticas públicas estruturais não mudem antes mesmo de serem testadas. O que conduz à próxima questão.d) Cavaco é bom para Sócrates, ou Soares seria melhor? Esta questão pode parecer excessivamente especulativa mas, recorde-se, essa é uma característica geral da Cavacologia. Do ponto de vista ideológico, Cavaco está mais próximo de Sócrates, embora sem coincidir com ele. Nos últimos dez anos, Soares tornou-se mais anti-liberal, anti-globalização e anti-americano, o que o afasta de Sócrates. Estas diferenças, combinadas com a interpretação soarista dos poderes presidenciais, constituem um mau cenário para o primeiro-ministro. Resta saber se o voto dos eleitores do centro-esquerda que votaram Sócrates e agora votarão Cavaco será suficiente para afastar tal cenário. Isso conduz-nos à última questão.e) Cavaco apoia-se nas partes mais dinâmicas, ou nas franjas mais engordadas da sociedade portuguesa? Esta é uma interrogação fundamental. Teme-se, com razão, ver Cavaco rodeado pelos barões dos seus governos. Aqueles que não deixaram qualquer legado de serviço público. Aqueles que se serviram da sua estada no poder para ganhar vantagem nos negócios e agora se querem servir dos seus negócios para ganhar vantagem no poder. Esses apoiantes de Cavaco apenas o desapoiam. Se forem eles a rodeá-lo, então Cavaco tem boas chances de perder. Um outro António Barreto incitará o “povo de esquerda”. Um novo Rui Veloso entoará o “rock da liberdade”.
João Cardoso Rosas é professor universitário e assina esta coluna três vezes por mês às terças-feiras.
Sobre OTA
Atribuido a Miguel Sousa Tavares
Uma história de 2 aeroportos:
Áreas: Aeroporto de Málaga: 320 hectares, Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas: Aeroporto de Málaga: 1 pista, Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego (2004): Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa decrescimento,7% a 8% ao ano. Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros,capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros,solução faraónica a 40Km da cidade.
É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres comO próprio espírito. Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos. Ninguém investiga isto? É preciso fazer alguma coisa. Pelo menos divulguem, ou faremos parte de "Otários"silenciosos
sexta-feira, setembro 23, 2005
Curiosidades Hilariantes
Que durante a Guerra de Sucessão, quando as tropas voltavam para o
quartel
após uma batalha sem nenhuma baixa, escreviam numa placa imensa: "0
Killed"
(zero mortos)?
Daí surgiu a expressão O.K.para indicar que tudo está bem.
Que quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se
assustaram
ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis?
Imediatamente chamaram um nativo (os aborígines australianos eram
extremamente pacíficos) e perguntaram qual nome do bicho. O índio
sempre
repetia "Kan Ghu Ru", e portanto o adaptaram a inglês,
Kanguroo"(canguru).
Depois, os lingüistas determinaram o significado,que era muito claro:
os
indígenas queriam dizer: "não te entendo".
Que a parte do México conhecida como Yucatan vem da Época da
conquista,
quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse
lugar?
O índio respondeu: "Yucatan". Mas o espanhol não sabia que ele estava
informando: "não sou daqui".
Que antigamente, na Inglaterra, não se podia fazer Sexo sem o
consentimento
do Rei (a não ser que se tratasse de um membro da família real)?
Quando queriam fazer amor, tinham que pedir para o monarca, que lhes
entregava uma placa, que deviam colocar na frente da porta seu quarto
enquanto tivessem relações. A placa dizia "Fornication Under Consent
of
the
King". Essa é a origem da palavra inglesa "fuck"!
Que na antiguidade, quando ao casais se casavam e iam para casa para
a
noite de núpcias os vizinhos e parentes desenhavam uma lua com mel na
porta
da casa para dar sorte. Dai a expressão "lua de mel".
CASA PIA: o célebre mail reencaminhado de autor desconhecido
Reis e Dinastias
Reis de Portugal
Anterior à independência - Condes Portucalenses
· Henrique de Borgonha, Conde de Portucale (r. 1093-1112)
o Teresa de Leão, regente na menoridade do filho (r. 1112 - 1128)
· Afonso Henriques, Conde de Portucale e depois Rei de Portugal (r. 1112 - 1139)
Primeira Dinastia - de Borgonha ou Afonsina
1.º Dom Afonso I "O Conquistador" (r. 1139 - 1185), também chamado Afonso Henriques
2.º Dom Sancho I "O Povoador" (r. 1185 - 1211)
3.º Dom Afonso II "O Gordo" (r. 1211 - 1233)
4.º Dom Sancho II "O Capelo" (r. 1233 - 1247)
5.º Dom Afonso III "O Bolonhês" (regente 1245 - 1248; rei 1248 - 1279)
6.º Dom Dinis "O Lavrador" (r. 1279 - 1325)
7.º Dom Afonso IV "O Bravo" (r. 1325 - 1357)
8.º Dom Pedro I "O Justiceiro" (r. 1357 - 1367)
9.º Dom Fernando "O Formoso" (r. 1367 - 1383)
Interregno (1383 - 1385)
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Segunda Dinastia - de Avis ou Joanina
A Dinastia de Avis ou Segunda dinastia foi uma dinastia de Reis de Portugal, que reinou no país entre 1385 e 1580. Inicia-se depois da derrota de Castela na batalha de Aljubarrota em 14 de Agosto de 1385 e do fim da crise de 1383-1385, quando o Mestre da Ordem de Avis, D. João, filho natural de el-rei D. Pedro I foi aclamdo rei nas cortes de Cortes de Coimbra. A dinastia de Avis termina depois da morte de D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir (24 de Agosto de 1578) e da morte sem descendência do sucessor, o seu tio D. Henrique. Segue-se a anexação de Portugal por Espanha e a Dinastia Filipina.
10.º Dom João I "O de Boa Memória" (r. 1385 - 1433, depois do Interregno)
11.º Dom Duarte "O Eloquente" (r. 1433 - 1438)
12.º Dom Afonso V "O Africano" (r. 1438 - 1481)
13.º Dom João II "O Príncipe Perfeito" (r. 1481 - 1495)
14.º Dom Manuel I "O Venturoso" (r. 1495 - 1521)
15.º Dom João III "O Piedoso" (r. 1521 - 1557)
16.º Dom Sebastião "O Desejado" (r. 1557 - 1578)
17.º Dom Henrique "O Casto" (r. 1578 - 1580)
18.º Dom António "Prior do Crato" (r. 1580 no continente; 1580 - 1583 nos Açores) (1)
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Terceira Dinastia - Filipina, Castelhana ou de Habsburgo (também Reis de Espanha)
Ver artigo principal: Dinastia Filipina
19.º (18.º) Filipe I "O Prudente" (r. 1581 - 1598) (2)
20.º (19.º) Filipe II "O Piedoso" (r. 1598 - 1621)
21.º (20.º) Filipe III "O Grande" (r. 1621 - 1640) - Restauração da Independência
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Quarta Dinastia - Bragança ou Brigantina
Ver artigo principal: Dinastia de Bragança
22.º (21.º) Dom João IV "O Restaurador" (r. 1640 - 1656)
23.º (22.º) Dom Afonso VI "O Vitorioso" (r. 1656 - 1675)
24.º (23.º) Dom Pedro II "O Pacifico" (regente, 1668 - 1675; rei, 1675 - 1706)
25.º (24.º) Dom João V "O Magnânimo" (r. 1707 - 1750)
26.º (25.º) Dom José "O Reformador" (r. 1750 - 1777)
27.º (26.º) Dona Maria I "A Piedosa" (r. 1777 - 1816), com Pedro III como consorte (1777 - 1787)
28.º (27.º) Dom João VI "O Clemente" (procurador do Reino em nome de sua mãe, 1792 - 1799; regente, 1799 - 1816; rei, 1816 - 1826)
29.º (28.º) Dom Pedro IV "O Rei Soldado" (r. 1826), também Pedro I, Imperador do Brasil
30.º (29.º) Dona Maria II "A Educadora" (r. 1826 - 1828 e 1834 - 1853) com Dom Fernando II como consorte (1837 - 1853)
31.º (30.º) Dom Miguel "O Absoluto" (r. 1828 - 1834)
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(Quinta Dinastia - Bragança-Saxe-Coburgo-Gotha ou Bragança-Wettin)
32.º (31.º) Dom Pedro V "O Esperançoso" (r. 1853 - 1861) (3)
33.º (32.º) Dom Luís "O Popular" (r. 1861 - 1889)
34.º (33.º) Dom Carlos "O Diplomata" (r. 1889 - 1908)
35.º (34.º) Dom Manuel II "O Patriota" (r. 1908 - 5 de Outubro 1910), Implantação da República (4)
Primeira Dinastia - Afonsina
1143 - 1185D. Afonso Henriques "O Conquistador" (25 Julho 1111 Guimarães-6 Dezembro 1185 Coimbra)Casou com D. Mafalda de Sabóia1185 - 1211D. Sancho I "O Povoador" (11 Novembro 1154 Coimbra-27 Março 1211 Coimbra)Casou com D. Dulce de Aragão1211 - 1223D. Afonso II "O Gordo" (23 Abril 1185 Coimbra-21 Março 1223 Alcobaça)Casou com D. Urraca1223 - 1248D. Sancho II "O Capelo" (8 Setembro 1202 Coimbra-4 Janeiro 1248 Toledo)Casou com D. Mécia Lopes de Hero1248 - 1279D. Afonso III "O Bolonhês" (5 Maio 1210 Coimbra-16 Fevereiro 1279 Alcobaça)Casou com D. Matilde de Bolonha e com D. Beatriz de Castela1279 - 1325D. Dinis I "O Lavrador" (9 Outubro 1261 Lisboa-7 Janeiro 1325 Odivelas)Casou com D. Isabel de Aragão1325 - 1357D. Afonso IV "O Bravo" (8 Fevereiro 1291 Coimbra-28 Maio 1357 Lisboa)Casou com D. Beatriz1357 - 1367D. Pedro I "O Justiceiro" (18 Abril 1320 Coimbra-18 Janeiro 1367 Alcobaça)Casou com D. Constança Manuel e com D. Inês de Castro1367 - 1383D. Fernando I "O Formoso" (31 Outubro 1345-22 Outubro 1383 Santarém)Casou com D. Leonor de Telles1383 - 1385Interregno
Segunda Dinastia - Avis
1385 - 1433D. João I "O de Boa Memória" (11 Abril 1357 Lisboa-14 Agosto 1433 Batalha)Casou com D. Filipa de Lencastre1433 - 1438D. Duarte I "O Eloquente" (31 Outubro 1391 Viseu-9 Setembro 1438 Batalha)Casou com D. Leonor de Aragão1438 - 1481D. Afonso V "O Africano" (15 Janeiro 1432 Sintra-28 Agosto 1481 Batalha)Casou com D. Isabel1481 - 1495D. João II "O Príncipe Perfeito" (3 Maio 1455 Lisboa-25 Outubro 1495 Batalha)Casou com D. Leonor1495 - 1521D. Manuel I "O Venturoso" (31 Maio 1469 Alcochete-13 Dezembro 1521 Belém)Casou com D. Isabel de Castela, D. Maria de Castela e com D. Leonor1521 - 1557D. João III "O Piedoso" (6 Junho 1502 Lisboa-11 Junho 1557 Belém)Casou com D. Catarina de Áustria1557 - 1578D. Sebastião I "O Desejado" (20 Janeiro 1554 Lisboa-4 Agosto 1578 África)Não Casou1578 - 1580D. Henrique I "O Casto" (31 Janeiro 1512 Almeirim-31 Janeiro 1580)Não Casou1580 - 1580D. António I "O Determinado" (1531 Lisboa-26 Agosto 1595 Paris)Não Casou
Terceira Dinastia - Filipina
1581 - 1598D. Filipe I "O Prudente" (21 Março 1527 Valhadolid-13 Setembro 1598 Escorial)Casou com D. Maria de Portugal; D. Maria Tudor, D. Isabel de Valois e com D. Ana de Áustria1598 - 1621D. Filipe II "O Pio" (14 Abril 1578 Madrid-31 Março 1621 Escorial)Casou com D. Margarida de Áustria1621 - 1640D. Filipe III "O Grande" (8 Abril 1605 Madrid-17 Setembro 1665 Escorial)Casou com D. Isabel de França
Quarta Dinastia - Bragança
1640 - 1656D. João IV "O Restaurador" (19 Março 1604 V. Viçosa-6 Novembro 1656 Lisboa)Casou com D. Luísa de Gusmão1656 - 1683D. Afonso VI "O Vitorioso" (21 Agosto 1643 Lisboa-12 Setembro 1683 Lisboa)Casou com D. Maria Francisca de Sabóia1683 - 1706D. Pedro II "O Pacífico" (26 Abril 1648 Lisboa-9 Dezembro 1706 Lisboa)Casou com D. Maria Francisca de Sabóia e com D. Maria Sofia de Neuburgo1706 - 1750D. João V "O Magnânimo" (22 Outubro 1689 Lisboa-31 Julho 1750 Lisboa)Casou com D. Maria Ana de Áustria1750 - 1777D. José I "O Reformador" (6 Junho 1714 Lisboa-24 Fevereiro 1777 Lisboa)Casou com D. Mariana Vitória1777 - 1816D. Maria I "A Piedosa" (17 Dezembro 1734 Lisboa-20 Março 1816 Lisboa)Casou com D. Pedro III1816 - 1826D. João VI "O Clemente" (13 Maio 1767 Queluz-10 Março 1826 Lisboa)Casou com D. Carlota Joaquina1826 - 1826D. Pedro IV "O Rei Soldado" (12 Outubro 1798 Queluz-24 Setembro 1834 Lisboa)Casou com D. Maria Leopoldina1828 - 1834D. Miguel I "O Tradicionalista" (26 Outubro 1802 Lisboa-14 Novembro 1866 Áustria)Casou com D. Adelaide de Rosenberg1826 - 1853D. Maria II "A Educadora" (4 Abril 1819 Rio de Janeiro-15 Novembro 1853 Lisboa)Casou com D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha1853 - 1861D. Pedro V "O Esperançoso" (16 Setembro 1837 Lisboa-11 Novembro 1861 Lisboa)Casou com D. Estefânia Hohenzollern-Sigmaringen1861 - 1889D. Luís I "O Popular" (31 Outubro 1838 Lisboa-19 Outubro 1889 Lisboa)Casou com D. Maria Pia de Sabóia1889 - 1908D. Carlos I "O Martirizado" (28 Setembro 1863 Lisboa-1 Fevereiro 1908 Lisboa)Casou com D. Maria Amélia de Orleães1908 - 1910D. Manuel II "O Rei Saudade" (15 Novembro 1889 Lisboa-2 Abril 1932)Casou com D. Augusta Vitória Hohenzollern-Sigmaringen
quinta-feira, setembro 22, 2005
Peculiaridades da História de Portugal
2. D. Dinis preferia os seus filhos bastardos aos seus filhos legítimos, o que desencadeou uma guerra civil entre ele e o filho, D. Afonso IV.
3. O cognome de D. Pedro I de Portugal é Justiceiro e não Cru ou Cruel. Esses são atribuídos a Pedro I de Castela.
4. A mente pioneira da Expansão Portuguesa não foi o Infante D. Henrique, mas o seu irmão, o Infante D. Pedro. Só a morte deste levaria ao protagonismo de D. Henrique.
5. A escravatura dos índios brasileiros foi legalmente proibida durante o reinado de D. Sebastião.
6. As armas usadas por Portugal durante as Guerras da Restauração foram compradas por baixo preço à Suécia depois da Guerra dos Trinta Anos pois os arsenais portugueses foram esvaziados durante o domínio filipino.
7. D. João IV foi processado pela Inquisição por defender a integração dos judeus portugueses.
8. O chá foi introduzido em Inglaterra no séc. XVII, por D. Catarinade Bragança, princesa portuguesa que foi mulher de Carlos II. O hábito do chá das 5 é muito posterior.
9. Em Lisboa durante o séc. XVIII, os escravos de casa tinham direito a porte de arma quando saiam à rua.
10. D. João V, apesar de ter sido um dos reis mais ricos da Europadevido ao ouro e aos diamantes do Brasil, recebia apenas 1/5 destes.
11. O Marquês de Pombal, tido como o homem que mais contribuiu para acabar com a Inquisição em Portugal, serviu-se efectivamente dela para eliminar muitos dos seus inimigos políticos. O seu próprio irmão era inquisidor-mor.
12. A Praça do Chão Salgado, em Belém, onde os Távora foram executados, é a praça mais pequena do mundo.
13. O Terramoto de 1755 traumatizou de tal maneira o rei D. José que este preferiu durante muitos anos viver em tendas e casas de madeira a viver em casas de pedra.
14. Dificilmente verão pombos pousados na estátua equestre de D. José, na Praça do Comércio, pois as serpentes em bronze que estão por debaixo do cavalo os afugentam.
15. O rei absolutista D. Miguel era menos autoritário que o rei liberal D. Pedro IV.
16. A estátua colocada na Praça D. Pedro IV não é deste rei, mas de Maximiliano do México. Apenas foi aproveitada devido à semelhança física entre estes dois monarcas. Houve uma troca, por engano, no envio da estátua para Portugal.
17. O rei D. Luís frequentava as mal afamadas casas de fado lisboetas embuçado para que não o reconhecessem.
18. O hábito de se celebrar o Natal foi introduzido em Portugal no reinado de D. Luís. Até aí, a tradição era celebrar-se o Dia de Reis.
19. Com a instauração da Républica, extinguiu-se a Guarda Real Portuguesa e criou-se a Guarda Nacional Republicana. Os efectivos dos dois corpos, no entanto, eram exactamente os mesmos.
20. Os painéis de S. Vicente foram descobertos quando estavam prestes a servir de andaimes nas obras de restauro de S. Vicente de Fora.
Autor desconhecido
A verdadeira história da colocação de professores em 2004/2005
.
Fontes bem informadas, ligadas ao sector das Tecnologias de Informação,
garantem-me que a história do flop na colocação de professores é outra. Há
largos anos que o suporte lógico era assegurado por uma empresa externa e
por um "grupo de ligação" constituído por cinco professores do norte do
país.
.
Era uma equipa fortemente experimentada e conhecedora das subtilezas e
particularidades técnicas do exercício, anualmente revisto e actualizado
para incorporar novas disposições regulamentares. Essa curva de
experiência, tão importante nas aplicações "pesadas", permitiu anos
sucessivos de eficácia e transparência na colocação dos professores do
ensino público pré-universitário.
.
Já todos nos tínhamos habituado ao início a tempo e horas das aulas
quando, surgida da sombra, uma voz influente de uma empresa "amiga" do PSD
convence o ministro Justino e o seu secretário de estado (a ordem é
arbitrária) a "mudar de software", trocando-o por um mais "moderno" e por
uma relação contratual privilegiada. Adjudicada a obra, o velho "grupo de
ligação", que tão bem tinha funcionado anos a fio, é desfeito sem
explicações.
.
Entretanto, surgem fortes dúvidas no interior da máquina interna do
ministério quanto à razoabilidade da mudança. De dúvidas, transformam-se em
angústias e em certezas quando, em Maio, são divulgados os primeiros
resultados. Um flop total. Alguns dirigentes do ME pressentem que o
governo teria fatalmente de encontrar um ou dois bons bodes expiatórios
para o sucedido.
.
O falhanço era demasiado grande para passar despercebido e os motivos
demasiado gordurosos para poderem ser explicados. O desenlace foi hoje
anunciado pelo Expresso. Venceu a incompetência e a irresponsabilidade do
Governo, perderam dois dirigentes públicos que se encontravam no lugar
errado à hora errada.
O que se segue foi escrito no forum do Expresso por um tipo com o nick "
Enra Bador " (sugestivo):
Conheço bem a empresa que fez o programa
Trata-se da Compta, cujo presidente é o meu amigo Vitor Magalhães, pelo
que sei o que se passa.
Em primeiro lugar o Vitor é padrinho do filho mais velho do Bagão Felix.
Em segundo lugar, o anterior ministro encomendou o programa e testou-o,
tendo verificado que funcionava muito bem.
Em terceiro lugar, a nova ministra resolveu mudar a matriz inicial 3 dias
antes do arranque do concurso, sabem o que ela quis alterar? Criou um
código especial, que desde o momento que fosse anexado a um professor,
automáticamente ser-lhe-ia atribuida a escola da 1ª preferência. Um
espécie de cunha informática, percebem? Só que a alteração à última hora
deu cabo do algorritmo central e bye,bye programa.
A pedido de várias familias...
Os comentadores deste forúm apelaram para que eu dissesse algo mais acerca
da negociata Compta/PSDPP, mas pouco mais se pode acrescentar, excepto:
- Verifiquem as colocações da Escola EB 2+3 da Murtosa.
- Verifiquem as colocações da Escola Secundária Rodrigues de Freitas no
Porto.
- Verifiquem as colocações na escola Renato Amorim em Setubal.
Ou então, verifiquem os pagamento no valor de 325.652,00 à Compta em Maio
de 2004, mais um pagamento de 658.321,00 em Julho de 2004, e mais
aberrante ainda, o pagamento da última tranche do contrato de
desenvolvimento de 987.325,00 no dia 20 (VINTE) de Setembro de 2004. Mais
informo que o contrato de assitência no valor de 250.000,00 euros anuais
tem a duração de 15 anos.
Para terminar, informo V. Exªs que o David Justino tem uma participação de
30 por cento na Compta através da holding 'International financial
investiments PLC' com sede nas ilhas Cayman.
